Vós insistes em fazer-me companhia,
Nesta noite, cheia de agonia.
Nem sequer bateu em minha porta,
Entrando sem ser convidada,
E continua aqui,
Até o início do dia.
Ó solidão, minha querida, minha amarga conhecida,
Vós que insistes em se fazer presente,
Neste dia, em que as pessoas todas estão ausentes.
Sabes que estou rodeada de pessoas,
Mas a multidão passa ao meu lado,
Sequer param, todos continuam andando,
Percebem que estou refletindo,
Com a minha amiga, que anda junto comigo,
A solidão, sempre escondida.
Ó solidão, minha querida, minha amada,
Vós que quereis estar ao meu lado,
Neste momento, cheio de medo e de receio.
Pois sabes que estou perdida,
Andando com o coração quebrado,
Anda comigo então,
Para que me ajude a encontrar a direção.
Ó solidão, minha querida, minha grande amiga,
Vós sabes que,
Mesmo quando te renego,
Preciso de ti junto a mim.
Ó solidão, minha querida, minha amiga desalmada,
Me persegues em toda hora e em qualquer lugar,
Parece que não percebes,
Que por vezes, não quero respirar do teu ar.
Ainda sim, insistes,
Pois é visível que,
Vós quereis que dentro de mim,
Seja a tua morada.

Adorei,falar de amor é bom e ate facil, mas de tristeza solidão, é algo que me fascina ainda mais
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