Eu não gosto de meio termo.
Equilíbrio pra mim, não existe.
Perco-me nas curvas da intensidade,
Afundo em profundidade.
Eu não gosto de meio termo.
Eu prefiro sentimentos que me consomem,
E emoções que me arrebatem,
Eu gosto de fortes sensações!
Eu gosto de fortes sensações!
Eu não gosto de meio termo.
Gosto sempre do que é mais dfícil,
Aquilo que faz mais mistério,
O desconhecido, o quase impossível.
Eu não gosto de meio termo.
Gosto daquilo que me vira e confunde a cabeça,
Aquilo que me prende o pensamento,
Aquilo que me enlouqueçe a mente.
Eu não gosto de meio termo.
Me encanto por aquilo que me desafia,
Me provoca de todas as maneiras,
Mas que ao final, entrega-se de todas as formas possíveis.
Eu não gosto de meio termo.
Eu quero aquilo que me faça estremeçer,
Só aquilo que me tire o fôlego,
Tudo aquilo que me cause um frio na barriga,
Ou uma falta de ar.
Eu não gosto de meio termo.
Não existe, mais ou menos.
É sempre mais ou sempre menos.
Eu não gosto de meio termo.
O equilíbrio torna impossível
Que meus sentimentos tornem-se completos.
O equilíbrio não me perturba,
Logo não me atrai.
Eu não gosto de meio termo.
O equilíbrio é bom, mas é o que se espera de gente normal.
Eu não quero equilíbrio e nem quero ser normal.
Eu quero mais é enlouqueçer.
Eu não gosto de meio termo.
O equilíbrio não é lembrado,
Pois o equilíbrio é morno,
O equilíbrio não deixa marcas,
Logo não é lembrado,
Eu quero mais é ser sempre lembrada.
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