Porque não conseguimos ver a beleza da vida? É tão bonita, apesar de todas as coisas. O externo nos ensina a sair impulsionados para fora, perceber os outros e o mundo. Mas e quando não se consegue sair de si? Todas as coisas mais belas passam por nós, as vezes (muitas vezes) não percebemos e deixamos escapar: momentos, experiências, pessoas, aprendizados, futuras lembranças. Porque algumas pessoas fazem pesar tanto a existência? Tentamos fazê-la leve, já que curta já é. Não dá certo. Os pensamentos e reflexões, autoconsciência – nossa maldição. Bendito aqueles que sabem viver para o externo, vivem mais, talvez melhor. Não é desprezo pelo potencial instropectivo, mas justo as reflexões vêm associados outras coisas: angústias, desespero, tristeza, apatia, insatisfação. Porque para algumas pessoas, mesmo com todas as belas cores se espalhando frente aos seus olhos, elas permanecem no preto e branco? Talvez isso venha dos desgostos e dissabores da vida, mas acaba tornando-se um modo de vida. Porque o vazio que sempre retorna? E tentamos satisfazer-nos, mas tudo não passa de algo momentâneo e a incompletude que eternamente retorna.
Felicidade só é real quando compartilhada.
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