Em frente ao espelho e despida, olho para meu corpo – suas formas, curvas e até as suas pequenas imperfeições – Toco com minhas próprias mãos, esta pele... Ela é tão macia e, principalmente, lisa... Isso é a juventude! Tenho um insight próprio de quem está com astral baixo e depressivo, me vem á mente que a partir disso, posso escrever algo... Essa inspiração que me aparece, de repente, do nada. Deus do céu! Quanto tempo já passou desde que eu nasci, apenas 18 anos e eu, apesar de ter esse corpo de jovem, estou aqui com essa mente absurdamente envelhecida e esse mau humor digno de qualquer velho ranzinza... Hoje e desde alguns dias, já não me sinto inspirada por nada e nada me coloca em pé e cheia de vigor e ânimo para a vida... Não, estou apenas deitada na cama e me sentindo absurdamente entediada e indiferente á tudo e a todos... Sim, tenho vivido dias de desânimo e tédio. Bom, o desânimo é grande... Alguns sonhos já se perderam em mim e desde então, mudei tanto que já não reconheço que fui diferente algum dia. Outros sonhos brotaram em mim, agora posso dizer que estão apagados em minha mente, mas acredito que logo essa maré de tristeza passará e eles voltaram a acender a sua brilhante luz de desejo em ser realizado.
É, mas, é inegável que desde que o sol se foi embora, apenas me entristeci.. Talvez tenha algum
tipo de depressão sazonal onde a mudança de tempo também altera os humores. Olho pela janela e espero o sol, esses dias de chuva têm me deixado ainda mais entediada, mas, eu já havia me conformado com os pingos incessantes de chuva e o nublado do céu, agora mesmo que venha um sol... Acredito que nem assim me reanimaria... Fora que desde que o sol se foi, estou com renite e querendo ficar gripada, tem coisa mais chata do que ficar com gripe e não poder tomar uma gostosa coca-cola gelada? Ah, vá á merda! Passar o início de ano, tomando apenas suco de laranja sem gelo não é bem o que eu chamaria de animador para um começo de ano, fora a chuva que promete vir, segundo os jornais.
O pior de tudo é que agora não há nada que eu possa dizer que me animaria, aquelas coisas as quais são de meu interesse e gosto, aos quais me trazem prazer e vigor, não andam me ajudando muito... Apenas estou murchando como uma flor, enterrando-me e entregando-me ao tédio e ócio, e claro, a tristeza também. E isso não é ainda o pior de tudo, também já percebo há algum tempo que conversas medíocres e fúteis a respeito do cotidiano e dia-a-dia não me interessam e resultam apenas em desinteresse da minha parte. Afinal, o que irá agregar em minha vida ou conhecimento saber a respeito da última festa em que você foi, quem estás a namorar ou mesmo a última fofoca do seu trabalho? É, vai á merda... Eu não me interesso pelas suas “novidades” interessantíssimas e seu dia-a-dia agitado. Eu costumo dizer que gosto de "discutir idéias e não pessoas", sim... Se eu tiver de ter algum tipo de conversa com um terráqueo que seja sobre suas idéias a respeito das coisas e não sobre o que eles acham a respeito de outras pessoas.
É, mas, é inegável que desde que o sol se foi embora, apenas me entristeci.. Talvez tenha algum
tipo de depressão sazonal onde a mudança de tempo também altera os humores. Olho pela janela e espero o sol, esses dias de chuva têm me deixado ainda mais entediada, mas, eu já havia me conformado com os pingos incessantes de chuva e o nublado do céu, agora mesmo que venha um sol... Acredito que nem assim me reanimaria... Fora que desde que o sol se foi, estou com renite e querendo ficar gripada, tem coisa mais chata do que ficar com gripe e não poder tomar uma gostosa coca-cola gelada? Ah, vá á merda! Passar o início de ano, tomando apenas suco de laranja sem gelo não é bem o que eu chamaria de animador para um começo de ano, fora a chuva que promete vir, segundo os jornais.
O pior de tudo é que agora não há nada que eu possa dizer que me animaria, aquelas coisas as quais são de meu interesse e gosto, aos quais me trazem prazer e vigor, não andam me ajudando muito... Apenas estou murchando como uma flor, enterrando-me e entregando-me ao tédio e ócio, e claro, a tristeza também. E isso não é ainda o pior de tudo, também já percebo há algum tempo que conversas medíocres e fúteis a respeito do cotidiano e dia-a-dia não me interessam e resultam apenas em desinteresse da minha parte. Afinal, o que irá agregar em minha vida ou conhecimento saber a respeito da última festa em que você foi, quem estás a namorar ou mesmo a última fofoca do seu trabalho? É, vai á merda... Eu não me interesso pelas suas “novidades” interessantíssimas e seu dia-a-dia agitado. Eu costumo dizer que gosto de "discutir idéias e não pessoas", sim... Se eu tiver de ter algum tipo de conversa com um terráqueo que seja sobre suas idéias a respeito das coisas e não sobre o que eles acham a respeito de outras pessoas.
É isso mesmo, eu sou um ser egoísta e individualista que só pensa em mim e no que pode me ajudar com relação aos meus problemas... Seja como for, pelo menos, eu admito o meu egoísmo. Eu apenas venho buscando respostas, mas percebo que quanto mais pergunto, mais confusa fico e menos respostas obtenho... Que beleza, não? Bem-vindo ao meu mundinho filosófico, onde não pensar não é uma possibilidade e o pensar te enlouquece. É este também o motivo de minha pequena “depressão”, a falta de respostas e a confusão sobre o que acreditar ou desacreditar. Sei que me faz mal, mas, eu continuo procurando desesperadamente por essas coisas, não consigo parar, afinal, é praticamente um vício. Eu não encontro respostas, mas ao menos, nessa busca encontro novas formas de pensar que me fazem ampliar o meu conhecimento.
Mas, depois dessa distração e futilidade toda, voltemos á pele... Há... Essa pele jovem e lisa, tão macia e sem algum sinal de velhice... Ela não irá durar muito tempo assim, e eu penso no quanto já perdi tempo me olhando no espelho no passado a admirar e cultuar a juventude e o quanto perco tempo agora a procurar respostas para perguntas as quais não há resposta. Como diz uma música de Renato Russo: “Todos os dias quando acordo, não tenho mais o tempo que passou” e a continuação é a seguinte: “Mas tenho muito tempo, temos todo o tempo do mundo”, tenho de dizer que com relação á segunda parte, eu discordo. Amanhã eu posso não estar mais aqui, simplesmente ter sido visitada pela visita mais indesejada de qualquer mortal: a morte ... Assim, nem que eu implorasse esta me deixaria ficar e eu não faria isso, afinal alguns dizem que “O inferno é a terra” e eu concordo plenamente com isso... Embora, eu admito que ficaria tentada a implorar pela vida, ou melhor, acho que faria isso sim... Como qualquer mero mortal covarde faria. E então, chegamos ao título dessa música que é “Tempo Perdido”, acredito que já neste ponto quem lê este texto entende que é assim que me sinto por vezes e é sobre isso que fala algumas partes desse texto...
Quando eu estiver velhinha e ranzinza (se eu chegar nesse ponto), será que eu vou pensar e me arrepender de quanto tempo perdi procurando tais respostas para cada uma das minhas perguntas? Se sim, responderia a mim mesma que tenho uma “alma filosófica” e por isso perdia algum tempo de minha bela juventude trancada no meu quarto em meu computador a buscar incessantemente por respostas as quais nunca encontraria.
Enfim, já nessa altura... Perdi o insight e a inspiração, acredito que o que tinha para escrever, já está registrado...
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