terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Mais uma, em um milhão.


O que dizer? Solidão bate a porta outra vez. Escuto música e fico imersa em meus conflitos, erros e vontades.  Eu tenho vontade de desistir. Talvez não tenha sido feita para estar em relacionamentos e em relações diretas, afetos. Eu só queria que olhasse nos meus olhos e me enxergasse, pudesse ver através de mim, todos os meus sentimentos.  Eu só queria que me ouvisse, que ao falar me sentisse compreendida. Eu só queria não ficar sozinha nesses momentos de tristeza, que pudesse me abraçar e partilhar minha dor. Eu sei que esses sentimentos de tristeza são ruins, mas não posso evitar, é mais forte do que eu. Quer irá aguentar por mais tempo do que julgar necessário tudo isso? Ninguém! Quando eu me sinto assim, não há quem olhe pra mim, não há quem me enxergue, não há quem me sinta, não há quem  me compreenda, não há quem fique do meu lado. Estou sozinha, no final das contas. Como sempre estive, sempre estarei. É preciso aceitar que as dores que sinto, ninguém poderá sentir por mim – ninguém irá querer sentir comigo. Nesse mundo, só existe egoísmo, engano, solidão e dor. Nascemos sozinhos, morremos sozinhos. Triste realidade. Quando se está triste, ninguém fica ao seu lado, não há uma pessoa que permaneça com você. E quando você não tem mais nem Deus para acreditar? O que você faz? Nem o seu “pai protetor” você tem para rezar e pedir que as coisas melhorem, sejam diferentes ou mudem. Qual a esperança de vida que você encontra? Nenhuma. Você simplesmente afunda na lama sozinho, ninguém te puxa e nem te socorre. Afunda nas lágrimas, afunda na dor, afunda na angústia, afunda no medo. Você grita por socorro, ninguém te ouve. Você é só mais um em meio a multidão, não faz falta... Enquanto você morre, nasce outro para substituir você, num mundo onde tudo é descartável, a sua presença ou ausência não são percebidas.

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